O atendimento telefônico ao cliente no Brasil, em geral, não
tem recebido uma avaliação muito boa da sociedade que cada vez mais precisa
dele. A alta demanda por atendimentos de suporte, informações, reclamações,
contratações e cancelamentos de serviços diversos liderada pela gigantesca
expansão da telefonia móvel, passando pelo serviço de internet de alta
velocidade (banda larga), canais de televisão por assinatura, planos de saúde e
odontologia, serviços públicos (serviços de atendimento mantidos por
prefeituras e por governos estaduais, por exemplo) e companhias de seguros,
entre outros, parece não ter encontrado um atendimento preparado para supri-la
de forma adequada, ou para entender quais as reais necessidades destes clientes.
Os Call Centers
atuais, em sua grande maioria, estão tecnologicamente bem preparados, com
equipamentos de última geração e os mais modernos sistemas de recepção e
distribuição interna de chamadas, modernos sistemas de CRM (Customer Relationship Management) para
oferecer um atendimento altamente personalizado, aliados a monitorias de
qualidade extremamente rigorosas, treinamentos freqüentes e grande número de
posições de atendimento (PA’s). São utilizados também indicadores de qualidade
e desempenho internos para aumentar a produtividade de seus operadores, diminuindo
o tempo de espera por atendimento, na intenção de promover a agilidade e
aumentar a qualidade percebida pelo cliente.
Os atendimentos geralmente são padronizados com os scripts
para as mais diversas situações que possam surgir durante o contato com o
cliente e os procedimentos operacionais, também padronizados, se encontram
disponíveis em redes internas de dados (intranets)
para que sejam consultados pelos operadores.
Um problema interno que certamente impacta na qualidade dos
serviços oferecidos pelos Call Centers
é a alta rotatividade de funcionários (turn
over) na operação, considerando que as empresas normalmente investem um
tempo considerável em treinar e capacitar o profissional para oferecer um
atendimento de alta qualidade e, muitas vezes, não conseguem reter este
funcionário. Existe a necessidade de redução da rotatividade de funcionários,
não apenas pelos custos que este processo gera, mas principalmente para manter
dentro da empresa o conhecimento dos profissionais e a qualidade do trabalho
que estes proporcionam.

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