Quem trabalha ou já teve a experiência de trabalhar em áreas extremamente competitivas como a área de vendas/comercial, sabe que as metas são cada vez mais altas e que a cobrança por resultados cresce na mesma proporção.
Buscando sempre o crescimento, as empresas precisam vender cada vez mais para se solidificarem e aumentarem o market share. Para isso as empresas buscam incessantemente encontrar profissionais de alto desempenho na área de vendas e relacionamento com os clientes. Até aí tudo normal, afinal com o crescimento todos lucram.
O grande problema surge quando estes profissionais, em decorrência da grande pressão e cobrança diária, colocam em suas cabeças a obrigação de conseguir concretizar a venda a qualquer custo. Neste momento, há o grande risco de se esquecer da ética e, principalmente, o risco de se esquecer do cliente.
Por exemplo, imagine uma venda de um plano de telefonia pós pago em que as regras de utilização, permanência obrigatória e multa por quebra de contrato não foram explicadas de forma correta ao cliente, pelo fato de que o vendedor considerou estas regras como um possível empecilho para suas vendas. Este cliente receberá, em um futuro próximo, uma fatura com valores muito além de seu planejamento e terá sérias complicações financeiras.
Em uma situação como esta a venda foi concretizada, mas o cliente certamente ficará com uma péssima imagem do produto e dificilmente conseguirá separar a conduta do vendedor das políticas comerciais da empresa, além de reclamar nos órgãos competentes. Até que ponto vendas conseguidas desta forma são realmente boas para as empresas?
Portanto, devemos ressaltar e incentivar a boa conduta, os bons profissionais e as vendas saudáveis, a negociação no modelo “ganha-ganha” ou então, no final, todos sairão perdendo: empresas, vendedores e clientes.

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